Mostrando postagens com marcador Intrínseca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intrínseca. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de maio de 2015

A Menina que Roubava Livros

Palavras são vida! Palavras podem mudar completamente o destino das pessoas.
Conheça a história de Liesel Meminger e descubra como as palavras mudaram para sempre a vida dela.

Ambientado na Alemanha da Segunda Guerra Mundial, o filme, A Menina que Roubava Livros, baseado no livro homônimo de Markus Zusak, conta a história de Liesel Meminger, uma garota que teve a vida completamente alterada pela Guerra, Hitler e pelo amor aos livros.
O filme se inicia mostrando Liesel, seu irmão e sua mãe em um trem. A mãe das crianças, por ser comunista e ter que fugir, iria levar os filhos para uma nova família criar. Porém, no meio do percurso o irmão de Liesel acaba falecendo. Ao enterrar o garoto, o coveiro deixa cair um livro, Manual do Coveiro, objeto que chama a atenção de Meminger e a menina acaba pegando para ela.

Ao chegar em sua nova casa, Liesel é apresentada aos seus novos pais. Rosa, uma mulher séria e por vezes grossa e Hans, um homem doce e gentil. Ao colocar a menina para dormir, Hans encontra o livro que ela havia "roubado" do coveiro e descobre que a garota não sabia ler, ele que também pouco sabia, decide ensinar a jovem.
Guiada por seu novo pai, Liesel, encontra nas palavras um novo jeito de levar a vida e um novo amor: Os Livros! Logo, aquele único livro que a menina possuí fica pequeno para ela e com o desejo de se aventurar em outras histórias e conhecer novas palavras, a menina passa a roubar livros.
Com o passar do tempo, ela desenvolve outro gosto: descobre que também pode usar as palavras e então passa a escrever. Escrever a sua história.

Porém, nem só de livros se desenrola o filme. Temos todo o enredo da Segunda Gerra Mundial, a perseguição de Hitler aos Judeus, a história de uma grande amizade.
Os personagens do filme são incríveis! Como não se apaixonar pelo garoto Rudy Steiner e sua pequena obsessão por um beijo de Liesel? Como não se encantar com a dedicação em ajudar e proteger Max? Como não sentir vontade de abraçar bem forte Hans e Rosa e não soltá- los mais? Como não sentir vontade de ler e escrever junto com Liesel? Como não se emocionar com essa história?

Li o livro logo quando a editora Intrínseca lançou por volta do ano de 2007 e desde então, me encantei. Quando descobri que iria ter adaptação para o cinema, fiquei eufórica! Fiquei com certo receio de que a adaptação não seguisse o livro. Porém, o receio logo passou, o filme é bem fiel ao livro.
Se quiser saber mais um pouco sobre o magnífico livro, leia a nossa resenha.

Espero que tenham gostado da nosso Dos Livros Para o Cinema de hoje!

Mariana M.

sábado, 25 de abril de 2015

Cidades de Papel - John Green

"O para sempre é composto de agoras."

Editora: Intrínseca
Escritor: John Green
Ano: 2013
Páginas: 366
Nota: 5/5

Milagre... O que é milagre? Qual é o seu milagre?
Na opinião de Quentin Jacobsen, todo mundo tem seu milagre.
O dele, é que entre todas as casas em todos os condados da Flórida, ele era vizinho de Margo Roth Spiegelman.
Conheça a história de Quentin e Margo e descubra o que tornou M o milagre de Q.
Quentin Jacobsen, é um jovem que nutre uma paixão platônica por  sua vizinha e colega de escola, a incrível e exuberante Margo Roth Spiegelman.
Os dois sempre foram amigos, quando mais novos, ao andarem de bicicleta em um parque perto de casa, eles encontraram um homem morto. A partir desse fato, a amizade dos dois começa a mudar e cada um segue seu rumo, apesar de continuar vizinhos.

Margo, torna-se uma jovem linda e magnífica. Tem o poder de encantar a todos. Considerada meio rebelde pelo pais, ela adora mistérios.
Quentin, é estudioso, tem uma vida monótoma, vive focado em estudar e ir para a universidade. Possui dois grandes amigos, Ben e Radar.
Em uma noite, M, invade o quarto e a vida de Q pela janela, com a cara pintada e vestida como uma ninja, ela convoca-o a fazer parte de um incrível plano de vingança. 
Munidos do carro dos pais de Quentin e com utensílios totalmente estranhos que vão de creme depilatório à peixes, Q e M partem para a execução do plano de vingança de Margo, no qual é composto por 11 tarefas.
Após a noite de aventuras acabar, Quentin acredita que a sua relação com Margo mudou e para a melhor. Com o início de um novo dia, Q vai para a escola e ao chegar lá descobre que Margo desapareceu. A maioria das pessoas acredita que é algo normal e passageiro, porém os dias vão passando e o paradeiro da sempre enigmática M torna-se um mistério.
No entanto, Quentin logo encontra pistas que ele acredita que foram deixadas por Margo e com isso, ele começa a segui-las. Com ajuda dos seus amigos, Q parte em uma nova aventura, em busca de encontrar a garota da sua vida. Porém, quanto mais Quentin se aproxima de M, mais ele se distancia da imagem da garota que ele acreditava conhecer.
John Green, continua sendo o John Green de sempre... Sua escrita inconfundível e personagens marcantes, nerds e com algo novo a nos ensinar, me faz continuar a querer ler tudo o que ele escreve, e parafraseando a Hazel, "eu leria até a sua lista de compras do supermercado."
Cidades de Papel, é um livro superlegal! Engraçado e comovente, nos faz refletir sobre as pessoas. Se a imagem que construímos corresponde com o que elas são de verdade. Leia e se encante com as aventuras de Quentin.

Espero que tenham gostado!

Mariana M.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Essa música me lembra...

" (...) Enquanto estou sentado folheando uma revista Sports Illustrated, ouvindo uma estação de música ambiente que o Dr. Patel sintoniza em sua sala de espera, subitamente começo a escutar acordes sensuais de sintetizador, pratos suaves ao fundo, a caixa marcando um erótico batimento cardíaco, o rebrilhar de poeira de fada, e, então, o devasso saxofone soprano. Você conhece a música: "Songbird"(...) "
Provavelmente você já deve conhecer ou ouvido falar sobre a história de Pat Peoples, não é? Seja por conta do livro ou então pela sua adaptação no qual recebeu inúmeros elogios pela direção, roteiro e as marcantes atuações de Bradley Cooper e Jennifer Lawrence. Mas, caso ainda não conheça a história, não deixe de conferir a nossa resenha do livro! É só clicar em.. Resenha: O Lado Bom da Vida, por Matthew Quick

O "Essa música me lembra..." de hoje, vem com uma música em que o personagem principal, Pat, não pode escutar de forma alguma! A sua mudança de comportamento ao ouvi-la é gritante, a música o deixa extremamente transtornado. O motivo do comportamento de Pat ao ouvir a tal música se deve ao fato dela o fazer relembrar de um certo acontecimento do passado, um trauma que marcou profundamente a sua vida!

No livro, a música escolhida foi "Songbird", de Kenny G. Para ouvi-la é só clicar no play!

Na adaptação, percebe-se que houve uma mudança na música! "Songbird" foi substituída por "My Cherie Amour", de Stevie Wonder.


O motivo da mudança foi revelado pelo autor, Matthew Quick, em uma entrevista divulgada no site da Editora Intrínseca. Matthew disse que, logo no início do livro, a música que transtornaria Pat seria My Cherie Amour, a música escolhida na adaptação, mas ele acabou não conseguindo os direitos de permissão para utilizar a letra da música no livro. A sua esposa sugeriu então uma música sem letra e perguntou para o marido se não seria hilário se Pat se transtornasse com Kenny G., o escritor gostou da ideia e aceitou a sugestão da esposa! 

Não deixe de conferir a nossa resenha do livro e também não deixe de ler "O Lado Bom da Vida". Tenho certeza de que você vai se encantar com a história de Pat, um homem que sempre tenta ver o lado bom da vida, mesmo nas horas mais nebulosas!

Espero que tenham gostado do nosso post de hoje!

xoxo

Gabi Marques

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Essa música me lembra...

Hoje o título da postagem não deveria ser "Essa música me lembra..." e sim "Essa banda me lembra...", porque tudo, tudo, tudo na história, desde o título do livro, nomes de vários personagens, músicas, está ligado a eles, The Beatles. 

Lonely Hearts Club, escrito por Elizabeth Eulberg e publicado pela editora Intrínseca, é um livro que é um prato cheio para quem gosta da banda The Beatles. E vocês não tem noção de como foi difícil para eu escolher apenas uma música.
Mas, no final, a música que "cantou" mais alto foi Penny Lane. Motivos? Foram dois. 
1º: É o nome da protagonista do livro; 
2º: É a música que Ryan canta para a Penny.

Não vou entrar em detalhes, até porque já revelei muito, mas a cena em que ele canta para ela, é uma gracinha, foi aí que a música me ganhou! Que pessoa não gostaria de ouvir uma música, que tem o seu nome, cantada por alguém de quem gosta?!¹ 

Bom, que tal ouvirmos a música? É só apertar o play, galera!

 
       
Espero que vocês também tenham gostado!


Mariana

Obs:.
¹ Mariana Conta, não é uma música que entra nessa lista, se você, assim como eu, chama-se Mariana e não aguenta mais ouvir ela.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Teorema Katherine - John Green

 " E a moral da história é que não é a gente que lembra o que aconteceu. É o que a gente lembra que se transforma no que aconteceu. E a segunda moral da história, se é que uma história pode ter várias morais, é que os Terminantes não são intrinsecamente piores que os Terminados. O término do namoro não é algo que acontece a você; é algo que acontece com você. "

Editora: Intrínseca
Autor: John Green
Ano: 2013
Páginas: 302
Nota: 4/5

Sinopse: Quando se trata de garotas (e, no caso de Colin, quase sempre se tratava), todo mundo tem o seu tipo. O de Colin Singleton não é físico, mas linguístico: ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Kitties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem - Deus o livre - Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas - cada uma, individualmente falando - terminaram com ele.

Existe alguma coisa que o John Green faça e que não seja bom? Desde de "A Culpa é das Estrelas" (resenhado aqui no blog) eu me pego pensando nisso. E pra ser bem sincera eu acredito que não exista!

"O Teorema Katherine", escrito por John Green e publicado pela editora Intrínseca, fala sobre Colin Singleton. Todo mundo tem um tipo, não é verdade? Um tipo de estilo, um tipo de gosto por comida, um tipo literário favorito, enfim, existem vários tipos. Só que o tipo de Colin é, digamos, bem diferente.. Colin gosta de Katherines, tanto que só namora garotas chamadas Katherines. Não é uma coisa planejada, ele gosta de tal Katherine, se apaixona por ela e o final é sempre o mesmo.. Todas sempre terminam com ele!

Depois de levar mais um pé na bunda e com o coração em pedaços, Colin resolve cair na estrada com seu melhor amigo e companheiro de todas as horas, Hassan. Chegando em uma nova cidade e conhecendo novas pessoas, Colin finalmente tem o seu momento "eureca" e descobre a sua verdadeira missão no mundo: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines. Assim, tomando como base seus antigos relacionamentos, seu teorema iria mostrar quem seria o terminado e o terminante de cada relacionamento. Uma descoberta que iria colocar Colin no lugar que sempre sonhou: o de um gênio.

Só que fazer esse teorema funcionar e viver nessa nova cidade não será tão fácil assim e irá reservar grandes acontecimentos para Colin. Será que seu teorema vai funcionar e revolucionar o mundo dos relacionamentos? Será que Colin vai conhecer uma nova Katherine?

Eu adorei! Além de ser muito divertido e cativante, tem aquele toque especial que só o John Green consegue colocar. Sabe quando você lê uma frase e, mesmo não vendo a capa, sente que foi feito por tal autor? Eu me senti assim! E pra falar bem a verdade, eu leria qualquer coisa escrita por ele.

Espero que tenham gostado!

xoxo

Gabriela Marques

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

" Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e me lembro de continuar tentando. "

Editora: Intrínseca
Escritor: Matthew Quick
Ano: 2013
Páginas: 256
Nota: 4/5
 " O Lado Bom da Vida ", foi escrito por Mattew Quick e publicado pela editora Intrínseca em 2013. Um livro tocante e comovente e, além de tudo, real.

Uma vez já ouvi falar que o nosso destino já está traçado, mas temos vários caminhos para chegar ao nosso destino. E foi justamente esse sentimento que acompanhou durante a leitura.
Pat Peoples é um homem com os seus 30 e poucos anos que está internado em um lugar onde ele intitula como "lugar ruim". Ele não sabe exatamente o que o motivou e nem mesmo o tempo em que está por lá. Lembra-se apenas que sua amada esposa, Nikki, pediu um tempo na relação entre os dois por achar que ele não era um marido que dava o valor que ela merecia.

Um dia, sua mãe vai visitá-lo e o retira de lá. Em troca, ele deveria cumprir uma série de condições. Como Pat não gostava do "lugar ruim", ele aceita e então volta para sua casa.

Em casa, Pat observa que há uma série de mudanças.. seu irmão está casado e bem de vida, seu pai o trata mal, seu melhor amigo tem uma filha já crescida. Pat parece não se lembrar de nada! Ele sabia que havia passado um certo tempo no "lugar ruim", mas não pensava que fosse tanto.

Assim, acompanhamos a vida de Pat em sua luta por tentar entender todas as novidades que estão ao seu redor. E, em meio a tudo, ele nunca vê o lado ruim das coisas, ele nunca deixa de acreditar que todos merecem um final feliz. E o mais importante: ele nunca deixa de tentar encontrar sua felicidade.

Em meio a tudo, Pat muda radicalmente e tenta, a todo custo, ser um homem melhor para que sua mulher volte. Só que alguns segredos serão relevados e Pat não tem a mínima ideia de como esses segredos serão capazes de mudar o seu destino.

Um novo amor, uma nova vida. A jornada de Pat não é fácil, mas é, acima de tudo, uma jornada de descoberta de si mesmo.

É impossível não se emocionar com a família de Pat e seus amigos. Uma história tocante e reflexiva, uma história que nos ensina a tentar ver o sol por trás de uma nuvem de chuva. A vida não é fácil, mas, como o diz no livro " são os milagres que fazem com que muita gente não desista de lutar e sonhar ".

Gabriela Marques

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Antes Que Eu Vá - Lauren Oliver

 " O que estou querendo dizer é: talvez você possa se dar o luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Talvez para você haja mil amanhãs, ou três mil, ou dez, tanto tempo que você pode se banhar nele, girar, deixar correr como moedas entre os seus dedos. Tanto tempo que você pode desperdiçar. Mas para alguns de nós só existe hoje. E a verdade é que nunca se sabe." 
 
Editora: Intrínseca
Escritora: Lauren Oliver
Ano: 2011
Páginas: 360
Nota: 3/5

"Antes Que Eu Vá", escrito por Lauren Oliver e publicado pela editora Intrínseca é um livros que nos faz pensar em como nossas escolhas podem influenciar o curso de nossa vida.

Samantha Kingston tem uma vida perfeita: melhores amigas que ela não poderia viver sem, um namorado cobiçado por inúmeras garotas e todos os privilégios no colégio em que estuda. Uma vida que ela considerava mágica e pela qual não tinha como não gostar.

Em uma sexta-feira, no dia do Cupido, Samantha sofre um acidente de carro com suas amigas e acaba morrendo. Porém, Samantha acaba ganhando algumas chances para tentar viver este último dia da maneira correta, ou melhor, enquanto ela não vive o seu último dia da maneira certa, ela acaba vivendo inúmeras vezes o mesmo dia.

O leitor é tratado como um espectador que acompanha Samantha em sua luta para consertar os erros do passado e, assim, tentar salvar a sua própria vida e mudar os estranhos que ela já provocou.
   
E se você tivesse algumas segundas chances - sete vezes seguidas - de viver o seu último dia? O que você faria? Mudaria algumas escolhas feitas ou faria tudo o que fez novamente? Perceberia coisas simples que, quando você observa bem, percebe o quão perfeita elas podem ser? Com quem você ficaria? Diria para as pessoas que você ama o quão importante elas são?

Samantha entra em uma jornada para mudar o fim de sua vida. Ela tenta, a todo custo, viver seu último dia da melhor maneira possível. Fazendo novas escolhas, encontrando pessoas que ela deixou no passado, descobrindo um novo amor, salvando pessoas e dando o seu melhor.

"Antes Que Eu Vá" é um livro que nos faz refletir, um livro que nos faz pensar em algumas de nossas escolhas do passado e o que podemos fazer para mudar, para modificar algo. Lauren Oliver  traduz de uma forma muito clara os sentimentos mais profundos vividos por Samantha, a sua luta, a coragem com que ela caminha para um final trágico, mas muito corajoso.

O livro é lindo! A capa é bem bonita e confesso que gostei de conhecer o modo como Lauren Oliver escreve e se expressa, todos os personagens são bem construídos e extremamente intensos.

Acredito que o leitor possa até ficar um pouco cansado com todas as vezes que o mesmo dia de Samantha se repetem. Mas depois você começa a compreender e passa a fazer parte de um mundo onde cada detalhe tem uma diferença na vida de Samantha. Em cada nova chance, podemos ter uma visão diferente, um aprendizado do poder de nossas ações e de como um simples olhar para o lado pode ficar modificar nossa vida.

Espero que tenham gostado!

xoxo

Gabriela Marques

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A Culpa é das Estrelas - John Green

  " Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações. "

 " Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. "

" Você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados e eu sou muito grata por isso. "

Editora: Intrínseca
Escritor: John Green
Páginas: 286
Ano: 2012
Nota: 5/5 ♥

A Culpa é das Estrelas, escrito por John Green e publicado pela Intrínseca é mais que especial.

Livros. Por que será que existem livros que ficam martelando nossa cabeça durante horas e horas? Por que será que existem livros que queremos que o mundo todo leia para sentir o que ele, de fato, foi capaz de despertar em nós? Por que será que todos os livros não terminam com "e todos viveram felizes para sempre"?

A verdade é que eu sempre pensei que o mundo dos livros fosse um universo mágico, um universo em que a realidade pudesse ser modificada toda vez que a tristeza ameaçasse aparecer. Mas não é bem assim, livros também podem ser bem realistas, mostram que a vida nem sempre é justa e que o infinito pode não ser tão longe assim. 

"A Culpa é das Estrelas" não é um livro com um final feliz, não é um livro em que os milagres conseguem surgir e embelezar a vida com a sua doce magia. "A Culpa é das Estrelas" é um livro muito mais que isso, é um livro que nos mostra o verdadeiro valor da vida.

Hazel Grace é uma paciente terminal de 16 anos que frequenta um Grupo de Apoio para crianças com câncer. Tudo o que acontece no grupo é sempre rotineiro: os mesmos pedidos por curas, os mesmos pedidos para que o universo note cada pessoa presente diante de sua enorme imensidão. Hazel conhece Augustus Waters, de 17 anos e que teve um osteossarcoma algum tempo atrás nesse mesmo grupo. A ligação entre Hazel e Augustus é praticamente imediata e logo quando percebemos eles já estão conversando e trocando opiniões sobre seus livros prediletos.

São dias e mais dias em que Augustus e Hazel vão se conhecendo cada vez mais, passando por momentos difíceis e cheios de aventuras. Sim, em uma vida em que a lágrima poderia ser a atitude mais esperada, a aventura pode acontecer!

"A Culpa é das Estrelas" é um livro doce em cada palavra escolhida por John Green. O amor, a ternura entre Hazel e Augustus é um sentimento que vai além da realidade que os cerca. Algumas coisas não precisam durar uma vida toda para se tornarem especiais, algumas duram segundos e são capazes de permanecer para sempre com a gente.

Existem infinitos maiores que outros, um conjunto de dias numerados, como de Hazel e Augustus, pode sim ser eterno. Quem foi que disse que eternidade é apenas sinônimo de durabilidade? Eternidade é o que nasce quando a gente não espera ou então até espera, eternidade é aquilo que fica, que permanece e que, apesar dos apesares da vida, nunca vai embora. Eternidade não tem tamanho!

Espero que tenham gostado!

xoxo

Gabriela Marques

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

" O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiura e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer. "
Editora: Intrínseca
Escritor: Markus Zusak
Páginas: 499
Ano: 2007 
Nota: 5/5

"A Menina que Roubava Livros", de Markus Zusak e publicado pela editora Intrínseca é daqueles livros que vai fazer você chorar ou chegar bem perto disso. E foi realmente o que aconteceu comigo!

O livro conta a história de Liesel Meminger, uma menina com quem a Morte encontrou por três vezes entre os anos de 1939 a 1943, época da 2ª Guerra Mundial, e todo o enredo é contado por esse estranho ser, a Morte.

Liesel é filha de uma mãe comunista, perseguida pelo Nazismo, ela decide enviar a menina e o irmão para serem adotados pelo casal Hans e Rosa Hubermann, que moram no subúrbio de Molching, cidade próxima a Munique.

No caminho para a nova vida, o irmão de Liesel morre e dá-se então o momento em que a Morte encontra a garota pela primeira vez. O coveiro, ao enterrar o menino, deixa cair um livro na neve, “Manual do Coveiro”, este é o primeiro de uma série de livros que Liesel Meminger roubaria durante os anos seguintes.

Quando chega à Rua Himmel, onde fica a casa em que moraria, a garota é recebida pela mãe adotiva, Rosa Hubermann, - uma mulher que gosta de irritar as pessoas e que ajuda no orçamento da casa, lavando e passando roupas de cinco famílias -, e também pelo pai adotivo Hans, um pintor simples e que a ensinaria algo que mudaria sua vida completamente: LER.

É na Rua Himmel que Liesel conhece Rudy Steiner, o garoto que seria para ela seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve. (Rudy é fofo, e possivelmente, assim como eu, você vai torcer muito para dois ficarem juntos.) 

Com Rudy, Liesel irá passar por várias aventuras, como roubar livros, já que sua admiração pela literatura aumentava cada dia mais e a família não tinha dinheiro para comprá-los.

A história é cheia de personagens encantadores e que são impossíveis de serem esquecidos, como Ilsa Hermann, a esposa do prefeito da cidade, que é proprietária de uma casa com uma biblioteca incrível, o mundo novo e mágico que a pequena Liesel acabará descobrindo.

Temos também o Max Vanderburg, o judeu que o pai de Liesel abrigará no porão de sua casa e que torna-se um grande amigo de Liesel, o amigo quase invisível que a menina não podia falar pra ninguém.

O terceiro encontro que a Morte tem com Liesel é o ápice da história, posso apenas dizer que a menina será salva pelas palavras, pela história da própria vida.

A Menina que Roubava Livros nos mostra, com uma visão interessante e diferente, o Nazismo e a 2ª Guerra Mundial: A visão da morte!

Ao ler esse livro senti algo que não havia sentido com nenhum outro antes, um aperto tão grande no coração e outros sentimentos que não consigo e talvez nunca consiga explicar.  Ele é incrível, adorável, triste... surpreendente!

Leia, e descubra quais os sentimentos que A Menina que Roubava Livros pode fazer você sentir.

Antes, aconselho vocês... 
Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler!


Espero que tenham gostado!

Mariana Marques
 

Leitora Online Modificações exclusivas para o Leitora Online Ipietoonn e Bukit Gambang